quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O que eu sinto e o que me faz sentir

É interessante como pequenos detalhes me fazem SENTIR. Hoje me peguei pensando como essa palavra é tão bela e que várias vezes passou de forma tão despretensiosa em meu vocabulário.Apesar de utilizá-la, talvez não tivesse percebido sua grandiosidade.E então ela torna-se algo tão siginficativo ao me deparar com um sorriso, mas não um sorriso qualquer....um sorriso espontâneo, verdadeiro que veio de uma "pessoinha" de apenas 4 meses: o Heitor, filho da minha amiga-irmã Margarida. Logo, o considero meu sobrinho.rs
Vê-lo me tocou de várias formas, mas principalmente perceber a felicidade em sua forma mais espontânea. Fatos simples, como tomar um  banho, para ele torna-se diversão, aventura e sua banheira transforma-se em seu pequeno universo.
Eu senti...e me deixei sentir! 
E então, me pego analisando que em inglês o verbo sentir é feel e que o passado do verbo cair é fell...apenas uma mudança de letras, coisa sutil, muda todo o seu significado. Ou será que há entre essas palavras algo que as una? 
Talvez para SENTIR deveríamos nos deixar "CAIR"...no momento, na situação, realmente se entregar à essa grande "teia" que a vida nos envolve e se permitir cair, cair, cair e sentir, sentir, sentir e fazer-se SENTIR..experimentar e experenciar as emoções em sua mais pura FORMA com SENSIBILIDADE e por que não com um ar de aventura, mágica e sinceridade,como o pequeno Heitor? Seus olhos curiosos e sinceros me disseram algo, de uma forma muito particular e eu me deixei CAIR e SENTIR!
O grande poeta Fernando Pessoa já dizia: "Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias."

So, FELL AND FEEL

Pauliane Godoy 
27/01/2011

 Homenagem para minha amiga Margarida


Pequeno Heitor...


domingo, 23 de janeiro de 2011

Aprendemos na incerteza...tire suas próprias conclusões

Aprendemos na incerteza

Texto do meu livro Aprendendo a viver. 4ª ed. São Paulo: Paulinas, 2008, p.33-35.
Queremos ter certezas e vivemos sempre na incerteza. Buscamos verdades absolutas e percebemos que tudo muda, é relativo, que tem ângulos. É doloroso constatar nossa ignorância fundamental.
Somos como uma lancha no meio de um oceano: temos de decidir o rumo com poucos instrumentos de navegação; conhecemos alguns “macetes”, temos algumas experiências consolidadas, mas há uma grande margem de insegurança em cada opção, em qualquer campo, em qualquer momento. Não temos garantias definitivas. Temos algumas certezas e muitas incertezas.
De tudo, de qualquer situação, leitura ou pessoa podemos extrair alguma informação, experiência que pode nos ajudar a ampliar o nosso conhecimento, seja para confirmar o que já sabemos, seja para rejeitar determinadas visões de mundo ou para modificar o seu enfoque.
Viver é ir aprendendo a decidir da forma mais tranqüila possível entre mil possibilidades, que na sua grande maioria não se realizarão. É ir escolhendo e renunciando; ir avaliando e, ao mesmo tempo, reconhecendo que nunca temos a certeza das decisões, porque não temos a experiência do que aconteceria com as outras escolhas que deixamos de lado.
Viver é buscar permanentemente o sentido que se constrói no dia-a-dia,
nas pequenas decisões. Sentido que vai revelando seu desenho em alguns momentos marcantes ou quando conseguimos enxergar mais do alto, momento em que obtemos uma perspectiva mais abrangente.
Esses momentos são fortes e nos ajudam a tentar ampliar os significados ocultos do cotidiano, quando tudo parece tão banal e repetitivo.
  • Podemos aprender a desvendar, a compreender e a aceitar os caminhos que já percorremos. Aprender a compreender e a aceitar as escolhas atuais, a permanente dúvida de estar acertando nas decisões, a incerteza do que deixamos de lado, do que poderíamos ter sido, ter feito, ter tentado. Equilibrar a manutenção de uma estrutura básica constante e de inúmeras pequenas escolhas novas, que acrescentam riqueza ao nosso presente, mas também trazem tensões e inseguranças.
  • Podemos aprender a compreender que, ao viver entre a segurança do já conhecido e a insegurança do novo, estaremos sempre abrindo novas perspectivas. E isso implica ganhos e perdas, envolve ampliação do nosso repertório e possível perda de síntese, gera dúvidas quanto a que decisões serão as melhores.
  • Podemos aprender a aceitar o fato de que viver é uma permanente prática de escolhas, de ganhos, de renúncias, de acertos e de erros, com os quais vamos construindo nosso mosaico, nosso caminho. E aceitar a precariedade de descobrir o que é permanente nas escolhas provisórias.
  • Podemos aprender a confiar em nós, quando estamos no meio de ondas gigantescas que nos jogam para todos os lados, principalmente para o chão, quando nos sentimos sacudidos por todas as partes, desorientado, sem saber para onde ir.

Somos tentados, com freqüência, a “mudar”, a “sair dos nossos trilhos”, escolhendo de forma radical o oposto do que fazemos. É difícil avaliar se são alternativas de mudança ou fugas. Há mudanças que nos ajudam a crescer e outras que nos tiram de nosso eixo.
Muitas pessoas, diante da confusão e incerteza das escolhas, optam por “viver o momento”, por “não pensar”, por “curtir a vida”. Transformam seus dias em um agito permanente, em uma movimentação feérica  atrás de gratificações contínuas. Mas percebe-se, numa análise mais profunda, que essa opção não é fruto de escolhas conscientes, mas de uma atitude fundamentalmente desesperada diante da vida. Correm para não terem que se enfrentar. Correm, porque intimamente não aceitam a si mesmas, não se gostam.
Aprendemos a viver quando navegamos na incerteza e, ao mesmo tempo, confiamos na nossa bússola, procuramos aprimorá-la e não punimos a nós mesmos por erros de pilotagem, mas, ao contrário, aprendemos com eles. Se equilibrarmos a incerteza e a confiança, encontraremos nossos melhores caminhos.
Viver significa estar de olhos abertos, aceitar-se, enfrentar decisões contraditórias e ir verificando se no todo estamos crescendo em paz e em relação. É constatar se, mesmo em situações não ideais, precárias, nós nos aceitamos melhor, se avançamos na compreensão de nós mesmos e do que nos rodeia, e se nos sentimos mais confiantes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A BUSCA

Estamos diariamente em BUSCA...em busca, buscando, buscar? Procuramos algo que não sabemos e essa tal busca se torna algo tão forte que chega a ser angustiante.
Percebo que quanto mais eu quero respostas eu acabo me perdendo em mais perguntas e essas levam a mais e mais questionamentos. E aí, me perco na minha busca e nesse labirinto eu tento me achar...e volto a me perder e de repente, eu me acho.
Será??? rs

Nessas minhas buscas venho tentando me encontrar em livros, músicas, poesias, histórias, coisas que possam me ajudar a me entender um pouco mais.
E se talvez eu já tiver me encontrado e ainda não percebi?????
Hummmmm...mais questionamentos e menos respostas? rs


Essa poesia faz um grande sentido nesse momento: Obrigada!

A Busca

A Busca Cessou;
O Agito Acalmou;
A Tensão se Dissipou;
A Paz se Restaurou;
No Agora, Simplesmente Sou.

Autor: Saulo Nagamori Fong e Equipe

sábado, 1 de janeiro de 2011

"Deve haver na vida algo além de tudo possuir."

E com essa frase 2011 chegou...de seu jeito..jeitinho bastante especial.

Fizemos uma dinâmica na virada do ano...o jogo das frases e essa foi a frase que tirei.
Naquele momento tão especial, foi muito importante ter algo tão significativo para refletir. As minhas reflexões foram profundas e guiadas à luz de um momento de mudanças e esperança de novas projeções.

Pensando nessa frase, eu desejo que eu consiga me importar com os momentos especiais e que estes sejam cada vez mais especiais para mim, valorizar as coisas mais importante e não importar com o pessimismo e a ansiedade, sentimentos que às vezes me assolam de forma não tão consciente, mas é preciso ter mais controle.... 

EU QUERO POSSUIR O PRESENTE!!!! QUE POR SI SÓ JÁ É MUITO SIGNIFICATIVO.
BEM VINDO 2011...PODE INVADIR!!! 

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