quarta-feira, 9 de outubro de 2013

medo...DESEJO

Ela sentiu medo. Medo estranho de estar com aqueles sentimentos e sensações. Por mais que não parecessem reais, na sua mente eram reais e por mais absurdos que pudessem parecer mostravam-se de forma concebível para ela.
O limiar entre o que era real e loucura tomaram proporções muito sutis. A aflição cada vez mais aumentando, aumentando, aumentando... era possível sentir o coração na garganta.
Podiam perguntar com estava se sentindo, mas até falar já não mais a pertencia. Ela havia sido dominada.
Ela queria se libertar desse lugar sombrio, mas qual seria a chave que poderia tirá-la desse lugar?
O tempo foi passando, passando... para ela era como se já fosse anos com dias que se repetiam e queriam mostrar que ela não devia mais estar aqui.
Fechar os olhos era pertencer a outra dimensão e passar pelas portas podia significar não mais voltar.
.
.
.
.
.
.
.
.
.


DESEJOU!


domingo, 21 de abril de 2013

A falta que a falta faz!




-E a sua falta? Você se lembra que iria tentar pensar mais nisso e demonstrar? 

-Ai, sai fora neura! Ela se sentia em propaganda de produto de limpeza. Seria irônico, se não fosse um pouco trágico, por assim dizer.

Nesse momento ela se engasgou com o seu próprio pensamento. Eita consciente danado!
Mas agora o caso já estava perdido. O que ela poderia fazer para "salvar sua falta"? E ao perceber isso ela ficou muito chateada, não com as pessoas que estavam por perto,mas consigo mesma.

-Que sacoooooooo!!!! Como eu não consegui perceber isso antes sendo que eu já venho trabalhando nesse conceito há um tempo? Que sensação de impotência!

Mas também do que adiantava ficar triste com o que não conseguiu resolver ainda? Não tem jeito, querida. Certas coisas passam por esferas muito mais complexas do que simplesmente saber que o problema existe. Afinal, tem tanta coisa que a gente não gosta na gente e apesar de querer mudar a gente ainda tem que lidar com nossos defeitos. It's life,dear! Como diria o Sherlock Homles: Elementar meu caro, Watson!

Mas fique tranquila, porque você já está em um estágio. Em algum momento você consiguirá lidar melhor com suas dificuldades e que sabe solucioná-las em algum nível!

A mudança é a inconstância da vida!

Pauliane Godoy - 21 de abril de 2013



quinta-feira, 14 de março de 2013

Vamos ficar com isso?



Foram 10 meses e agora ela irá me abandonar!
Que frase mais dramática. Não tem nada de abandono, mas começar um texto com uma frase de efeito tem lá seu charme.
Quando parei hoje para contar o tempo em que estivemos juntas e  chegar nesse tempo de 10 meses até me assustei. Passou tão rápido. Foram tantas "conversas". Algumas tensas, outras de certo modo engraçadas, mas tenho certeza que todas foram super importantes para mim. Creio que para nós.
Eu cheguei há um tempo meio que não querendo estar com você. Achei que não precisasse mais. Com uma frase no nosso primeiro encontro você me ganhou e a partir dali eu não quis mais ficar sem te encontrar. Na verdade, não era apenas te encontrar, mas era um encontro comigo mesma marcado semanalmente. Que bom que nessa correria do dia-a-dia eu pude me encontrar e aprender tanto comigo e com você.
Lembra quando eu falava sobre o amor com uma falsa propriedade? Que bom que meus conceitos mudaram. E a mulher maravilha super bem resolvida? Ai, que mulher chata! Não quero mais ser ela, não. Sem contar os vários nomes que estiveram presentes em nossos encontros. Quantos homens na minha vida! A família, os amigos e as situações inesperadas também tiveram seus lugares de destaque. Quanta coisa que daria para escrever um livro!
Adorei alguns termos que aprendi com você. O verbo arcar tem agora um significado mais forte. E o "se a ver". Um luxo! E a "faltosa"? Aprendi a mostrar minhas faltas e desejos de forma muito mais prazerosa. Acho que você também deve ter aprendido alguns termos comigo. "Songa monga" então é um clássico!
Sem mesmo te conhecer muito (apesar de estarmos semanalmente próximas) percebo que você é uma mulher admirável. Mas como você mesma sempre gostava de finalizar nossos encontros assim (e às vezes dava vontade de gritar: Nãaaaaaaaaao), termino o meu texto com sua famosa frase: "Vamos ficar com isso?"

Juiz de Fora, 14 de março de 2013.
Pauliane Godoy

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mais uma primavera no mês da MULHERES

Fazer aniversário é muito bom! Fazer aniversário no mês da mulheres é melhor ainda! Tenho muito orgulho de fazer parte desse grupo de habitantes que cada vez mais cresce, mas muito além de pertencer ao grupo das mulheres é mais importante fazer parte de um grupo de mulheres fortes, determinadas, que vão atrás dos seus objetivos sem perder o "rebolado" e a feminilidade.Completei 28 anos no dia 04 de março e foi um dos melhores aniversários. Claro que os outros foram muito importantes, mas chegar aos 28 com festa surpresa organizada pelos mega amigos e familiares com direito a decoração de princesa e vestir-me com tal foi SENSACIONAL!Ao abrir aquela porta e me deparar com pessoas tão importantes para mim e aquela mega produção, levou-me a pelo menos uns 30 segundos fora do ar para poder entender onde eu estava. hahaha Foi um misto de susto, surpresa, emoção e muita perplexidade. "Como vocês puderam armar isso tudo pelas minhas costas? Eu estou muito FELIZ!" Devo ter repetido isso várias vezes durante aquele noite de sábado (02 de março) e como foi uma noite loooooooooonga e FODÁSTICA! hahaAchei tudo muito mágico e fiquei pensando porquê o tema das Princesas. E o meu amigo Daniel disse que era para eu olhar o mural. Nesse mural estava escrito: "PRINCESA DOS NOSSOS CORAÇÕES" Que liiiiiiiiiiiiiiiiiindo!!!! A intenção era acabar com a minha maquiagem e me fazer chorar horrores??? hahaEntão eu sou uma PRINCESA???? SIIIIIIIIIIIIIM e em alto e bom som! É isso que eu desperto em vocês? Tanto carinho e sensibilidade? Mas devo confessar; sou uma Princesa Moderna. Uma Princesa que não fica esperando eternamente para que alguém venha resgatá-la. Vou atrás do que quero e desejo com muita fé e força (como está em uma das minhas tatoos - e tem mais essa, sou Princesa com tatuagens e adooooro; talvez um pouco subversiva haha) falo palavrões, não sempre, mas de vez em quando é bom para aliviar; tropeço nas minhas escolhas, levanto e começo tudo de novo. Gosto de beber de vez em quando e não acredito em Príncipe Encantado. Acredito mais no Sapo que um dia pode ser tornar o meu Príncipe Encantado, mas quero um príncipe inteiro e moderno que tenha suas várias qualidades e também seus defeitos, afinal gente perfeita demais é um saco. Eu só posso agradecer a todos que estiveram envolvidos nessa festa e felicitar a todas as MULHERES que com seu poder e sua graça continuam conquistando seus espaço. E além de parabéns, a gente também quer SAPATOS NOVOS. hahaha 







sábado, 16 de fevereiro de 2013

O desabafo

        "Não posso mais." Foi assim que eu me despedi dela. Tinha vontade de gritar e sair correndo daquele lugar que naquele momento me aprisionava. E que sensação estranha era aquela: estar no mesmo lugar que há um tempo era um dos melhores lugares do mundo. Era naquela cama em que o meu corpo se encontrava com o dela de todas as formas. 
         Os meus amigos costumam dizer que quando a gente procura uma mulher nós temos três requisitos a serem preenchidos: a puta, a mãe e a amiga. Não acreditava muito nisso, até perceber que com ela eu poderia atender a todas essas  necessidades. 
      Primeiramente eu a desejei e foi definitivo para que o macho em mim quisesse conquistá-la. À princípio ela exitou, mas achava que era um joguinho de conquista e eu até achava charmoso. Investi, insisti e finalmente depois de algum tempo eu a possuí. Me senti como um animal conquistador que consegue amansar a fêmea. Digo nesses termos porque inicialmente era isso que me levava à ela.
         Foi muito bom estar com ela e depois desse primeiro momento juntos a vontade de repetir só aumentava. Mas eu não podia dar minha cara assim tão à tapa. Era necessário o jogo clássico do "eu procuro quando e se ela procurar". Mas não resisti. E também nem era tão necessário, afinal eu era o homem da situação e nessa sociedade que se diz moderna, nós ainda temos o direito de conquistar e elas esperam pela nossa vontade.
     Pudemos estar cada vez mais próximos e ela foi mostrando as suas outras qualidades e dessa vez devo concordar com meus amigos. Eu queria a mãe. Aquela que podia além de me satisfazer na cama preencher as minhas necessidades de "filho". Era atenciosa, carinhosa, doce e além do mais sempre tentava me surpreender, fosse com uma jantar que não era esperado ou com uma poesia recitada ao pé do meu ouvido. Ah...
         Mas eu não queria me envolver. Desde o início eu só queria alguém para me fazer companhia (de vez em quando) na minha solidão, porque eu sou do mundo e gosto da minha solidão (às vezes).  Mas nem sempre, ou quase nunca as coisas saem do jeito que a gente esperava!
      Continuei com ela, e ela também nem percebia nada porque eu estava em um ótimo momento e talvez inconscientemente eu mostrei o meu melhor. Mostrava que gostava muito de estar com ela e ligar ou comunicar por mensagens já não era o suficiente. Eu queria o cheiro, a pele, o gosto e principalmente Ela.
        Eu contribui e deixei que ela também mostrasse o melhor de si.  Ela  mostrou-se  inteira e deixou os seus sentimentos em minhas mãos. 
     Deparei-me então, com a amiga, aquela que além de me saciar inteiramente também compartilhava gostos similares e um intelecto invejável. Eu nunca havia me deparado com uma mulher tão "completa". Conversava sobre literatura, música, filmes com a mesma tranquilidade que falava sobre línguas, curiosidades, psicologia, filosofia., e além de tudo não era chata! De um senso de humor invejável.
   Apesar de estar tudo tão bom aquela "completude" começou a me angustiar. Irônico, não? E você pode me perguntar o porquê. E eu também não conseguiria explicar. Talvez tomar consciência que as coisas estavam evoluindo e estranhamente sem pressas, me assustava. E era esse o lugar que eu gostaria de estar? De certa forma, sim. Mas talvez não. Será que eu conseguiria me a ver com essa mulher? Talvez no momento que eu me encontrava eu só queria a puta e nada mais.
        A minha solidão me pertence e eu ando só. Mas eu queria ter a capacidade de estar com ela, de verdade. Ela é muita demanda para o meu caminhão. Se fosse mais chata ou pegasse no pé seria mais fácil me "livrar" dela.
      Eu não queria conversar... homem odeia conversar sobre relação. Comecei a mudar, de propósito para que ela pudesse perceber e desistir de mim. Mas além de tudo, ela não era de desistir das pessoas.
         Joguei a toalha e naquele mesmo lugar que eu tinha vivido tão boas experiências eu disse que não podia mais. Ainda me pergunto se fiz a coisa certa porque eu sinto a falta dela e isso tem aumentado a cada dia.

16 de fevereiro de 2013

Pauliane Godoy*


*texto escrito com o eu-lírico masculino.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nova fase, novos objetivos ou até mesmo velhos objetivos que tomam uma outra forma para que você possa alcançá-los.
Momento de reflexão, alegria com as felicitações e as lembrança de carinho.
Modificar-se e mostrar ao mundo que seus desejos são também importantes. Naturalmente mostrar-se e repensar as mensagens que você envia para o mundo. 
Que pessoa você quer ser?
Estar presente em todas as cenas e não ser um mero observador dos fatos. Mostrar-se da forma que preferir e saber que todas escolhas apresentam consequências.
Vibrar e viver essa nova fase nunca deixando de ser e estar...

Pauliane Godoy
12 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

E o que você sentiu?


Senti a porta se abrir
A indecisão do encontro
O desajeito no cumprimento
E além disso o cheiro.



Senti os olhares,
Os desvios.
A falta de assunto 
e a presença de tantas coisas que não foram ditas.



Me vi e te vi.
Te vi e me vi.



Mas desviei.
Você também.
Não te observei.
Apenas te vi 


e de algum modo 
te senti.



Senti perto,
distante,
querendo se aproximar.


Não permiti...


Então a porta se fechou
e senti que ainda te sinto.




Pauliane Godoy
07/02/13


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O diálogo - Freud explica!

- É difícil e ao mesmo tempo um alívio. Devo ficar com raiva ou me criticar? 
- Não!!!
- Eu agi de acordo com meus desejos; naturalidade! Fui eu mesma o tempo todo. Mas se não era para continuar então por que iniciar?
- Ué, porque a vida é assim: sem roteiros e sem finais pré-estabelecidos.
- É, verdade! Eu sei que essa dor vai passar!
- Eu tenho certeza! Mas vamos viver essa dor também. Isso também faz parte da vida. Vamos viver esse "luto".
- Eu choroooooooo!
- Chore, sim! Até os olhos ficarem inchados porque assim a gente se liberta dessa dor e desabafa.
- Devo ter vergonha?
- Não! Definitivamente, não. Porque somos assim e nos permitimos ser naturais. Se às vezes choro de alegria por que não deixar as águas rolarem? (desculpe a ironia, foi inevitável)
- Despedir-se de uma história de amor é difícil, mesmo que ela tenha sido curta. Mas a gente aprende com essa pequenas histórias, né?
- E o que a gente aprendeu?
- Aprendemos a escutar nossos desejos e não ter medo de agir. A ser verdadeira comigo, sempre!
- Muito bem, garota! Quer dizer, muito bem, nós!
-E você continua acreditando no amor?
- Claro! Ele é uma aposta e uma hora a gente acerta!!!

Pauliane Godoy
17/01/13

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Olhos castanhos

Diante de mim 
seus olhos castanhos
doces caminhos
e por que solidão?

Há de nascer 
dentro de mim
suas palavras,
versos e suas canções.

Posso entrar?



Pauliane Godoy
15/01/13

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Santa Cruz de Minas

 Ela disse que não voltaria a falar com ele e prometeu dar por encerrada aquela história. Ele remoeu cada dia daqueles 375 dias de relação.

Enquanto isso, no outro lado da cidade ele assistia a uma partida de futebol e nem se lembrava da discussão que haviam tido há horas.
Duas histórias que naqueles 375 dias tinham interseções importantes. Onde será que as interseções haviam começado a se distanciar? Haveria alguma razão principal para que tivessem passado a estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe?
Ao observar sua caixa com recordações guardadas, ela se pega questionando se realmente gostaria de dar um fim àquela história ou seria apenas mais um momento diferente. Ele pensava como os seus últimos 375 dias tinham se modificado.
Em um instante ele pegou o celular e enviou para ela uma mensagem que expressava o que sentiu na reflexão entre o intervalo do primeiro para o segundo tempo do jogo. Ao receber a mensagem ela ficou sem palavras e sentiu-se mais confusa. Enviou uma resposta que também o deixou sem ação.
Eles que não há fórmulas e caminhos que levarão a cem porcento de certezas e passaram a perceber que isso pode até ser mais difícil, porém é mais gostoso não saber...
O que eles se disseram não sabemos, mas podemos imaginar que de certo modo os modificou enquanto pessoas únicas e especiais.


Pauliane Godoy
30/12/12