quinta-feira, 3 de julho de 2014

Ufa!!!

 Nós mulheres , apesar das várias revoluções que causamos e conquistamos,  nos preocupamos por estar na faixa dos 30's e ainda não ter um noivo ou até mesmo um namorado (claro, nem todas, mas trato aqui da maioria). O sonho de casar parece ir ficando cada vez mais distante e mais difícil. Aí a gente anda pela rua e observa em momentos sociais da vida várias outras com namorado, noivo e marido e a gente pensa: "Será que tem cursinho para isso?" rs Pois é...dizem que não, mas tenho lá minhas dúvidas! Não há terapia que dê jeito! rs 

A vida vai dando um help pra gente! Ouvir músicas, ver filmes ou até mesmo ler são atividades culturais que podem nos ajudar, acredite! No filme da Mônica Marteli (Os homens são de Marte e é para lá que eu vou) é muito bacana ao lidar com esse assunto de forma tão cômica e realista! Atire a primeira pedra quem não pensou a mesma coisa que ela (Eu não vou....imagina, assim de primeira...Nem conheço o cara!) ao estar em um encontro mais "acalorado" rs E além disso, várias coisas típicas da vida de solteira (tô sentindo que agora vai...) Mas não vai! E se apaixonas e já pensa no nome dos filhos...aí se decepciona, leva bolo, chora, faz simpatia, levanta a cabeça e dá a volta por cima, decide não querer se apaixonar novamente, se apaixona apesar de dizer que não tava nem aí, decepciona mais uma vez, pede conselho para amigas, analisa cada linha das mensagens recebidas, fica analisando o que disse e o que fez....AI, QUE CANSEIRA e quando já não havia mais esperança....UFA!!! No final do filme ela casa com o lindo do Marcos Palmeiras (ehhhhhhhh). Me perdoe se arruinei o final do filme para você! Sorry!

E aí a gente lê uns textos como esse do Hugo Rodrigues que escreve para o site "Entenda os homens" e dá até um alívio!  Confere o texto dele aí abaixo. É um cara falando disso, mas claro, de forma diferente! Ás vezes os votos perfeitos são uma aliança invisível! E pode ficar calma. Vai acontecer! E não é com aquele papo de "quando menos você espera..." porque essa frase é boa para quem já se resolveu, mas na vida de solteira e ainda esperando por AQUELE amor isso não funciona! 

Acho que na verdade é um esperar mas sem esperar, entende? Mas se ainda não entendeu uma hora você também vai chegar nesse lugar! Pode respirar e dá Ufa! Ainda há esperança. Na verdade, sempre há esperança!


Votos perfeitos de uma aliança sem planos

Tá frio. Tá chovendo. O café está no fim. Preciso de um livro, de uma esposa, de um jogo na TV ou amendoins torrados vestidos naquele cone amarelo. Ela diz que não gosta de café, de jogos, nem de amendoins. Mas, sorrindo, deixa no ar que precisa de um marido. Ouço Bruce Springsteen e procuro escrever algo legal para curar esse tempo. 15h30 e a inspiração vêm com ventos gélidos e buzinas de taxis cariocas.
Ela senta ao meu lado. Fala algo interrompendo minha escrita. Eu a olho e, em silêncio, ela já percebe que deve estar em silêncio também. Sorri novamente, tenta ler meus garranchos e me pede para descrevê-la de uma forma bonita. Eu rio. Ela – morena com olhos redondos – sente ciúmes dos meus textos sobre loiras e olhos pequenos. Diz que tem alergia à minha barba e me pede para fazê-la se eu quiser beijá-la. Eu respondo, sarcasticamente, que ela fica linda com o queixo avermelhado por meus pêlos faciais. Ela ri e me dá um tapa no ombro esquerdo.
Volto a escrever. Ela se levanta e passeia pela casa com meu antigo short de futebol e com meu casaco listrado. Busca algo na geladeira e encontra água. Pergunta se tem algum suco, mas eu não respondo. Procura algo para comer e encontra uma pizza de calabresa de sábado. Ela pergunta se há alguma outra coisa, mas eu não respondo.
Ela volta à sala e, antes de falar, me olha e pára ao me ver concentrado na escrita. Barba mal feita, óculos e uma calça velha que ela adora quando eu visto. Sem ela perceber, vejo-a me olhando com um par de olhos brilhantes e um sorriso de canto de boca. Lembro dela falar que fico sexy quando estou concentrado e, então, perco a concentração.
Olho-a e pergunto se falou alguma coisa. Ela diz que não. E continua me olhando. Eu a fito os olhos e largo a caneta. Ela me pergunta se eu acabei. Eu digo que não. Levanto-me e, sorrindo, pergunto se ela quer casar comigo. Ela não acredita, mas aceita. Mas diz que eu preciso caprichar no pedido e que querpresentes especiais para o matrimônio. Nos beijamos.
Acendo um incenso e já não quero mais escrever. Quero ficar ali, tirando fotos dela com a mente enquanto nosso casamento acontece. 12° andar, pisos de madeira e uma janela aberta. Nossa igreja de nós, tendo a ilustre presença de Bukowski, Pessoa, Rimbaud, Thoreau, Fante, Kerouac, entre tantos outros como testemunhas e convidados da nossa união. Nos beijamos e acertamos que até a morte nos separe. Ou até a gente não rir mais um do outro. Ou até a família dela intervir. Ou até a minha ex me balançar mais do que a ponte em dias de temporal. Ou até eu deixar de fazer a barba. E nos beijamos novamente como votos perfeitos de uma aliança sem planos.

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