sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Martha* disse: "O tempo não cura nada. O tempo só tira o incurável do centro das atenções." E como ela estava certa. De uma forma bastante estranha me pego concordando plenamente com essa declaração, ou seria uma constatação?
O que leva alguém a ainda ter alguns sentimentos que ao mesmo tempo trazem sensações tão boas e tão "estranhas"? Como lidar com situações que muito além da esfera racional são completamente irracionais? 
O que seriam sensações "estranhas"? rs Eu mesma pego-me a questionar isso também. De uma forma estranha ( perdoe-me pela repetição,mas nesse momento essa palavra me ronda) é uma raiva inexplicável, talvez um pouco novela mexicana rs, não necessariamente nessa ordem. 
Perceber-se tão à mercê de si mesmo é tão incomodo. Porque depois de tanto tempo você ainda se pega lembrando de momentos e sensações que na esfera da realidade não te ajudam, apenas te fazem se culpar por ser daquele jeito, naquela época? Por que eu não tenho a cabeça que tenho hoje naquela época? Será que fiz a opção certa? E se tivesse agido diferente, quão diferente eu estaria hoje? Mas será que se tivesse agido diferente eu seria a pessoa que sou hoje? Porque de uma forma racional eu não teria passado por todas as experiências pelas quais passei e talvez não tivesse a cabeça de hoje. Então você se percebe em um ciclo de questões que não mudam em nada sua vida de hoje. 
Mas na vida nem sempre tudo funciona de forma prática, penso que na maior parte das vezes não é.
E quanto mais você pensa percebe que o tempo que você acreditava ser o "melhor remédio" para tudo, na verdade não curou, apenas te fez por um tempo achar que você estava certa, bem "dona" de si e de suas decisões e quando essa sensação reaparece você vê que a sua certeza era apenas uma tentativa de fuga.
Então você se pergunta: e o que eu faço com essa "nova informação"? De que ela me serve? 


Pauliane Godoy





*Martha Medeiros


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Repetition of you (2) in my mind. Memories that come from distant images, shadows and dreams that are so confuse, but you are always there. So sincerely I wait patiently for an answer that hasn't come and you still live in my mind. For a moment I think it's going to be different but the fear of those arguments come with me and I can't avoid it. I have tried to rid myself of this and the feelings that surround that situation. I love you (2), but sometimes you made me suffer a lot. I want to scream!!!

Pauliane Godoy - July 01st,2011.

sábado, 30 de abril de 2011

A etiqueta

De onde vem isso? Essa nostalgia que aparece do nada e por motivos aparentemente tão tolos? E eu que até esse momento achava  era um sentimento superado e  agora ele volta de uma forma diferente; não tão forte, mas ainda aparece? Por quê? Ainda mais depois de anos? E sem motivo aparente. Retirando a etiqueta de uma blusa nova me recordo de algo que tem relação à etiquetas, (roupas e sociais) mas por quê? Será que isso é bom ou ruim? À primeira vista, me parece algo estranho, nem ruim nem bom, mas me sinto desestabilizada em meus sentimentos. Será que isso é parte de um processo? Bom, isso de algum modo me move e mobiliza e me faz questionar sobre um tema: A liberdade.
Há alguns dias uma aluna me escrveu: "Professora, escreva sobre a liberdade, principalmente aquela que o ser consegue sobre si mesmo." Acho o tema bastante interessante e quando li a sugestão achei importante me dar um tempo para poder elaborar escrever. Parecia fácil, mas agora, depois desse acontecimento "da etiqueta" eu me coloco a questionar o que é esse sentimento e como talvez ele seja algo contrário a essa liberdade que eu quero sentir.
Mas creio que esse tema fica para outra texto. Por agora vou deter-me a questionar o que estou sentindo e ... (nem eu sei o que fazer com isso, mas talvez nem haja algo a ser feito.)

Pauliane Godoy  P***_:)

Juiz de Fora, 30 de abril de 2011.


L'ÉTIQUETTE

domingo, 20 de março de 2011

P.S

"Tu te tornas eternamento responsável por tudo aquilo que cativas".Creio nessa frase e sinto fortemente o que ela significa e na última semana fui levada a pensar e sentir cada vez mais o sentido dessa frase.
Ano passado tive uma experiência muito enriquecedora em uma escola municipal aqui de Juiz de Fora. Por várias razões, não tive a oportunidade de voltar a lecionar nessa escola. Apesar de querer muito não deu. Fiquei triste, mas tenho certeza que as coisas ocorreram da forma que deveria ser. Muitos desses alunos me enviavam mensagens perguntando se voltaria para o colégio. Assim como eu, muitos se mostraram tristes por não podermos estar juntos esse ano novamente. Na última semana, porém, recebi uma mensagem de uma aluna muito querida que me disse que estava sentindo muita saudade de mim e que não estava gostando da professora que havia voltado para a escola. Fiquei feliz, afinal, saber que seu trabalho é valorizado é muito gratificante, mas por outro lado, não quero impulsionar qualquer comportamento de incentivo à não aceitação da outra professora. Isso é uma postura antiprofissional que não apoio. Respondi sua mensagem com muito carinho e disse que as coisas acontecem da forma que tem de acontecer e que devemos aceitar e compreender os acontecimentos e que ela tentasse ver as qualidades da outra professora. Achei que as minhas palavras tinham a tranquilizado, pois lidar com essas coisas da vida, faz parte da vida rs. Porém, adolescentes, como é característico, ou amam ou odeiam e quando amam, amam de verdade. rs 
Fui então surpreendida com sua resposta "o que eu não aceito tia Pauli é vc ter entrado na nossa vida e dps ter saído assim. Eles não te deixaram voltar pq sentem inveja de vc pq te amamos. sinto muita sua falta!". Ao ler sua msg, foi um misto de alegria e tristeza, pois naquele momento eu pude perceber tão claramente a minha responsabilidade em relação àquele amor tão grande. Muito gratificante e ao mesmo tempo, que responsabilidade! rs uma responsabilidade de saber que como professora eu posso ser amada e esse amor é tão especial que não posso deixar que simplesmente eu vá embora da vida deles! Teoricamente isso é fácil de ser entendido, mas SENTIR isso é mais forte. 
E como explicar, que as coisas acontecem, mesmo que a gente não queira, mas a vida às vezes leva as coisas para um outro rumo? Esclarecer que a minha volta passava por questões burocrática e administrativas que vão muito além de "inveja" rs Mas lembrando ela nem tem noção do que é isso do mundo dos adultos, afinal é uma adolescentes e para ela as coisas parecem muito mais simples do que são. Respondi e tentei mostrar que não iria "sumir" da vida dela, pois o que vivemos vai ficar pra sempre marcado. 
"O que eu quero te mostrar é que EU ESTOU AQUI! ASSIM COMO VOCÊ MOSTROU ESTAR AQUI por mim e isso é o importante!
E diante desse fato, pude refletir sobre outros acontecimentos da minha vida. Às vezes queremos que as pessoas ajam conosoco da forma que achamos que agiríamos se estivéssemos em determinada situação e eu várias vezes me pego nesse movimento. E muito recentemente vivi uma situação assim com alguém que eu achei que poderia ter agido de forma diferente em relação a mim.Mas o que concluí diante do que aconteceu é que por mais que às vezes as pessoas queiram agir de uma determinada maneira, às vezes as coisas saem do controle e isso é a vida. Tenho lidado com essa questão do controle. Sei que é uma dificuldade minha e que NÃO DÁ pra controlar os nossos atos, pois SENTIMOS e sentir é muito mais forte do que qualquer outra coisa.


P.S: Assim como ela, várias vezes questionei seu comportamento e sua atitude e aí percebo de uma forma tão simples que não dá pra controlar tudo. A vida toma seu curso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval 2011

Esse Carnaval resolvi ir visitar meu irmão mais novo Juninho. Ele está morando em Pará de Minas no Patronato Salesiano.
Ele estava muito ansioso em me receber. Semanas antes já ficava falando da minha ida e isso também me contagiou. O Jú disse que lá era um lugar muito calmo e que seria muito bom para relaxar. Quando cheguei lá minhas expectativas foram superadas. Fui muito bem recebida e acolhida por todos e meu irmão estava numa alegria contagiante.
Conheci os moradores da casa e as pessoas que trabalham lá durante a semana. É um centro educativo com oficinas para crianças a partir de 08 anos até adolescentes. Apesar de não ter visto as oficinas em atividade, deu pra perceber como é um lugar especial e contagiante.
Além da acolhida fantástica, na noite do dia 05 de março o meu irmão, juntamente com o Pe. Roberto (diretor da obra) e a Bete, fizeram um jantar para me recepcionar e além disso teve um bolo surpresa pelo meu aniversário que foi no dia 04. Foi muito legal e cômico. O Juninho ficou tremendo para acendar as velas e acabou que eu acendi. haha O Pe. Roberto fez muitas piadas dele!
Achei o clima ótimo para descansar, pois a casa parece uma fazendinha. E o clima também é muito harmonioso. O Pe. Roberto é uma pessoa fantástica. Muito carismática, engraçada e foi muito bom conhecê-lo. Já havia ouvido falar dele muitas vezes, pois meu irmão fala muito bem dele, mas conhecê-lo foi muito bom. Aquela imagem de padres carrancudos, não tem nada a ver com ele. Rimos e conversamos bastante e até conversamos sobre algumas situações de cercam minha vida nesse momento. Fatos que não são tão agradáveis, mas com o tempo tenho certeza que irão se ajeitar. E até sobre isso senti muito a vontade de compartilhar.
Uma coisa que chamou minha atenção é o fato deles realmente dedicarem a vida deles à obra. É algo muito bonito de ver. E concluo que isso é realmente uma vocação.
Conheci também um casal de noivos (Vinícius e Flávia) de Congonhas que estavam lá também. São amigos do Roberto. Casal muito simpático.
Passeamos pela lagoa da casa no dia que a chuva deu uma trégua, não muito longa, mas deu para conhecer os marrecos, patos e gansos que vivem por lá. Conheci também o dálmata Godoy (em homenagem ao Juninho) rs Todos os bichinhos lá tem nome de gente para homenagear alguém!
Conhecemos os pontos principais de Pará de Minas. Só que não deu para conhecer a famosa boate Girus com 09 ambientes porque estava fechada, mas deixa para uma próxima e minha intenção era realmente descansar.
Visitamos a casa de alguns amigos do Juninho e do Pe. Roberto. Todos foram muito receptivos.
Apesar de ficar cansada para ir e voltar, pois foram 2 ônibus, valeu a pena e tenho certeza que volto para minhas atividades como novo ânimo!

Amor indescritível!

Jantar

Bolo de aniversário! Obá
O TICO! Todo mundo quis tirar foto com ele. rs

O Cristo de Pará de Minas (meio gordinho, né?)

 Que fantástico! As pedrinhas formam peixinhos!

Padre Roberto

Linda imagem!

Já treinando! rs

Cadê meus óculos escuros?

Correndo com os patos ou dos patos? rs

No lago



Caminhando e cantando



E quem é o verdadeiro Godoy? rs

04 de março de 2011

Muito bom estar na companhia de pessoas que a gente gosta e que gostam da gente: RECIPROCIDADE!
Algumas fotos registraram esse momento de comemoração! VIVA LA VIDA!

  Tudo pronto!

 Mano Marcos, eu e o livro que ganhei!
 
  
 Lyvinha

 Margarida (Margarete)

 Madá

 Aline (Line)

 Heitor (meu sobrinho lindo de coração)

  
 Jarma (Jarmete)

 Renatinha

Nós

Ele de novo! Coisa mais fofa!
Todos de chapeuzinho! Olha a carinha do Heitor! rs

 Mural

sexta-feira, 4 de março de 2011

MEU DIA!!!

Hoje twiitei: DIA MARAVILHOSO! CLARO, ELE É MEU DIA! RS E essa sensação é muito boa!

Diariamente, agradeço à Deus pela oportunidade de mais um dia, que chega com suas dificuldades e possibilidades. Eu posso escolher aprender com essas dificuldades e superá-las ou não.Mas creio ser realmente importante perceber o privilégio da vida e as escolhas que podemos fazer durante  cada dia. Creio profundamente nisso.

Mas hoje, é um dia particularmente especial para mim. Exatamente 26 anos atrás, no Hospital Arnaldo Gavazza, na cidade de Ponte Nova/MG eu cheguei a esse mundo.Eu RECEBI A OPORTUNIDADE SUPREMA DE RECOMEÇAR UMA VIDA. Recomeçar, sim, pois creio que temos VÁRIAS oportunidades de vida durante nossa existência e essa minha nova vida, foi mais uma nova CHANCE recebida.

Amo celebrar meu aniversário, pois é celebrar a minha vida. E por mais que certas coisas não sejam, ainda, da forma que eu gostaria, ou de algumas vezes me questionar sobre algumas escolhas, EU VIVO e AMO!

Hoje pela manhã, minha mãe me ligou para parabenizar e de uma forma muito especial ela contou sobre o meu nascimento e como foi o parto e de uma forma tão delicada e até cômica ela lembrou  fatos da sua gravidez. Ela disse que ela gostava de fazer o arroz e quando a água estava secando, colocava repolho. Eca, e eu detesto repolho! rs Coisas de grávida! E como gostou de ficar "gordinha"! rs Disse que inchou muito na minha gravidez (a sabedoria popular diz que quando é menina, a mulher engorda mais...comigo funcionou. rs) E detalhe: todos achavam que eu seria menino...rs  Eu até me emocionei, ela conseguiu colocar em palavras sentimentos e fatos. Em um momento ela disse: "Aí, nasceu essa coisinha linda!" e vem meu pai me dizer que sempre cantou "Oh coisinha tão bonitinha do pai" pra mim! rs São fatos que fazem parte da minha história e creio que com o passar dos anos a gente fique mais nostálgico mesmo. É como se esssas lembranças nos aproximassem mais dos nossos familiares, pois de certa forma, eles gostam de lembrar da gente "piquitito" e às vezes perceber o quanto nós mudamos, seja distanciar um pouco daquela imagem que eles tem da gente!

Eu mudei, sim e muito e gostaria de continuar mudando e aprendendo e me "reciclando".E eu só posso AGRADECER por poder comemorar mais um aniversário, cercada de carinho, de pensamentos positivos e  de muita esperança.

Ouvi uma música essa semana do Zeca Baleiro, do Cd Concerto que me tocou e sinto que nesse momento de celebração, ela é adequada. "Abra os braços, respire fundo e corte os laços todos deste mundo com sua imagem e semelhança." 

E aí fica uma questão...


Juiz de Fora, 04 de março de 2011.




"Essential things are invisible to the eyes"