quinta-feira, 17 de abril de 2014

Virada no Jiraya!



Cacetada, fiz merda! Ela pensou. Agora deixa pra lá pra ver o que vai dá. Mas que deveria haver uma cota mensal ou talvez anual pra gente pode desfazer os erros que comete, ah isso deveria haver. Fala sério. Esse negócio de ficar pedindo desculpas quando a gente erra é muito chato! Melhor não ter o que se arrepender pelo menos 2 vezes ao ano! Não seria mais prático?
Outra coisa que seria muito prática: mulher deveria ser proibida de acessar redes sociais, email ou até ter um celular na mão em períodos de TPM. Quanto arrependimento isso não evitaria. As pessoas deveriam compreender que isso na mão de uma TPMada é uma arma letal! É fazer burrada atrás de burrada e os filhos da mãe ainda não acreditam quando a gente culpa a nossa visitante mensal. Acham que é desculpa esfarrapada. Mas quem nunca cometeu erros guiadas pelos hormônios descontrolados que atire o primeiro chocolate. Em muitos casos até a barra inteira. Tá aí outra proibição: doce deveria ser algo que sumisse nessa época. Porque depois haja esteira pra compensar os adquiridos...e vão se acumulando de mês em mês e aí, pronto; danou-se tudo! Se bem que a restrição de glicose poderia causar uma catástrofe ainda maior. Não seria o contrabando de drogas que seria problema. Seria outro pó branco que causaria frisson: o açúcar. Gente ia até se descabelar pra comer puro na colher! 
Mas voltando ao problema do celular, as pessoas, e principalmente os homens deveriam entender que se uma mulher já é ansiosa por natureza a probabilidade dela ficar mais ansiosa na TPM é 100%. Não tem outra explicação para ela não ter o controle do que pensa e até dos seus dedinhos! Agora então com o tal do "sap sap" ferrou tudinho!
E a culpa é de quem inventou o identificador de chamadas. Como era bom quando a gente era criança e a gente podia passar trote que ninguém sabia quem tava ligando. Acabou a diversão! Se você ligar 10 vezes a outra criatura vai saber que você é uma louca tresloucada! Cadê o direito a privacidade? Cadê o charme de não saber quem era e ficar pensando nas possibilidades? Fala sério, dava para viajar muito mais. Bem mais divertido. Mas isso tudo a parte, criatura mulher, não liga 10 vezes porque além da outra criatura confirmar que você é doida ainda vai ficar se achando tanto...como se tivesse  o melhor P  (papo meninas, papo...) do mundo! E como eles se acham!!!
Mas por enquanto como não é possível rebobinar a fita do arrependimento (um dia ainda vão criar isso) a gente se convence que fez o melhor que podia e segue em frente. Quem sabe não passa o tempo que até você mesma se esquece das grandes M que cometeu. Bola pra frente.
 Agora fica a dica: fica longe do celular naqueles dias e se quiser se garantir mesmo, apaga todos os contatos dos rolos do passado e do presente.  E além do mais, como eu li essa frase e achei bem legal: "I'm only responsible for what I say not for what you understand".
A maioria dos homens é pestalózico e tem o complexo do melhor P (papo) do mundo! Então deixa ele entender o que quiser entender. E vai ser feliz porque perder tempo com essa preocupações bobas deixa a pele ruim! E você só fica virada no Jiraya 12 vezes no ano. Dá pra suportar! 



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Muito tempo que não venho aqui para compartilhar meus pensamentos e meus rascunhos nesse espaço especial.
Subitamente hoje (incrivelmente após uma crise de enxaqueca horrível) me pego com vontade de escrever algo. Mas não sobre a minha noite super mal dormida. Queria algo mais profundo, talvez até para testar se meus neurônios continuam funcionando depois daquela dor horrível.
Fui consultar alguns autores que gosto para ver se a partir deles as palavras que queriam sair pudessem se sentir a vontade para vir à tona. Olhei minha estante cheia de tudo que gosto, mas escolhi três: Bauman, Clarice Lispector e Martha Medeiros.
Tenho a mania de passar a marca texto em trechos que de algum modo mexeram comigo. Estratégia super eficiente, já que também marco a data que li o livro. Desse modo, eu posso tentar me recordar porque tal trecho foi significativo para mim quando li. Pode ser que continue a ser - na maior parte das vezes é isso que acontece. Dessa vez não foi diferente.Porém pude perceber algo em comum com alguns trechos desse autores super diferentes.
Eu queria falar sobre destino, amor, vida e nada mais cliché e bom de escrever quanto a decepção amorosa. Essa parte pode estar nas entrelinhas, mas sempre funciona e é bom fazer. É uma espécie de autoterapia que ajuda a "perdoar" seus amores do passado e talvez até mesmo do presente.
Então, o que você acha entre a relação do amor e destino. Tudo a ver né? Mas como Bauman afirmaria em um do seus magníficos livros: O amor é líquido! E o que seria mais líquido do que o destino? Tão líquido que até evapora! E a gente passa tanto tempo esperando AQUELE amor que até se esquece que ele pode nunca ocorrer. "Sad, but it's true!" Afinal, destino é uma estrada, ou até mesmo estradas que a gente não sabe até onde levam. Pode ser que ocorram vários amores ao longo da vida, mas ainda falta AQUELE tal amor. E aí me lembrei de uma música do Jay Vaquer ("Mas se me desmantelo ao acaso/Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor/ 8 e 80 por ruas estreitas do pensamento/De todo bom jogador..") Logo"É da natureza do amor ser refém do destino." Zygmunt Bauman (O amor líquido)
Mas não é para contaminar você com minha noite mal-humorada e te fazer perder as esperanças. Não, isso não faz parte do meu plano. Eu só queria dizer que para viver os amores não é necessário achar que tem que haver AQUELE amor. Por que não fazer das pequenas história de amor algo que seja especial? Afinal, nem tudo tem que ter aquela adrenalina da primeira vez. Penso que até nem é saudável expor seu corpo e principalmente seu coração a tantas emoções. Aquela corrente de adrenalina pode fazer com que seu coração entre em curto e aí já era. O emocionante pode estar nas pequenas coisas e já não somos adolescentes para querer viver de forma tão rápida, como se amanhã não houvesse mais tempo. Calma...você ainda tem seus 30 e pode experimentar um pouco de cada coisa, afinal tem muito tempo para aproveitar.
"Generalizando, dá pra dizer que todos nós estamos meio robotizados e só conseguimos nos emocionar se formos estimulados pela velocidade e risco. (...) O que não dá é para se viciar em novidade e perder a capacidade de comover-se com o banal, pela simples razão que emoção nenhuma é banal se for autêntica." Martha Medeiros (Doidas e Santas)
Devo concordar também com a Clarice (amiga íntima) pois "Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata. Clarice Lispector (Aprendendo a viver)
Logo...ah, você mesmo pode tirar suas conclusões!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

medo...DESEJO

Ela sentiu medo. Medo estranho de estar com aqueles sentimentos e sensações. Por mais que não parecessem reais, na sua mente eram reais e por mais absurdos que pudessem parecer mostravam-se de forma concebível para ela.
O limiar entre o que era real e loucura tomaram proporções muito sutis. A aflição cada vez mais aumentando, aumentando, aumentando... era possível sentir o coração na garganta.
Podiam perguntar com estava se sentindo, mas até falar já não mais a pertencia. Ela havia sido dominada.
Ela queria se libertar desse lugar sombrio, mas qual seria a chave que poderia tirá-la desse lugar?
O tempo foi passando, passando... para ela era como se já fosse anos com dias que se repetiam e queriam mostrar que ela não devia mais estar aqui.
Fechar os olhos era pertencer a outra dimensão e passar pelas portas podia significar não mais voltar.
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DESEJOU!


domingo, 21 de abril de 2013

A falta que a falta faz!




-E a sua falta? Você se lembra que iria tentar pensar mais nisso e demonstrar? 

-Ai, sai fora neura! Ela se sentia em propaganda de produto de limpeza. Seria irônico, se não fosse um pouco trágico, por assim dizer.

Nesse momento ela se engasgou com o seu próprio pensamento. Eita consciente danado!
Mas agora o caso já estava perdido. O que ela poderia fazer para "salvar sua falta"? E ao perceber isso ela ficou muito chateada, não com as pessoas que estavam por perto,mas consigo mesma.

-Que sacoooooooo!!!! Como eu não consegui perceber isso antes sendo que eu já venho trabalhando nesse conceito há um tempo? Que sensação de impotência!

Mas também do que adiantava ficar triste com o que não conseguiu resolver ainda? Não tem jeito, querida. Certas coisas passam por esferas muito mais complexas do que simplesmente saber que o problema existe. Afinal, tem tanta coisa que a gente não gosta na gente e apesar de querer mudar a gente ainda tem que lidar com nossos defeitos. It's life,dear! Como diria o Sherlock Homles: Elementar meu caro, Watson!

Mas fique tranquila, porque você já está em um estágio. Em algum momento você consiguirá lidar melhor com suas dificuldades e que sabe solucioná-las em algum nível!

A mudança é a inconstância da vida!

Pauliane Godoy - 21 de abril de 2013



quinta-feira, 14 de março de 2013

Vamos ficar com isso?



Foram 10 meses e agora ela irá me abandonar!
Que frase mais dramática. Não tem nada de abandono, mas começar um texto com uma frase de efeito tem lá seu charme.
Quando parei hoje para contar o tempo em que estivemos juntas e  chegar nesse tempo de 10 meses até me assustei. Passou tão rápido. Foram tantas "conversas". Algumas tensas, outras de certo modo engraçadas, mas tenho certeza que todas foram super importantes para mim. Creio que para nós.
Eu cheguei há um tempo meio que não querendo estar com você. Achei que não precisasse mais. Com uma frase no nosso primeiro encontro você me ganhou e a partir dali eu não quis mais ficar sem te encontrar. Na verdade, não era apenas te encontrar, mas era um encontro comigo mesma marcado semanalmente. Que bom que nessa correria do dia-a-dia eu pude me encontrar e aprender tanto comigo e com você.
Lembra quando eu falava sobre o amor com uma falsa propriedade? Que bom que meus conceitos mudaram. E a mulher maravilha super bem resolvida? Ai, que mulher chata! Não quero mais ser ela, não. Sem contar os vários nomes que estiveram presentes em nossos encontros. Quantos homens na minha vida! A família, os amigos e as situações inesperadas também tiveram seus lugares de destaque. Quanta coisa que daria para escrever um livro!
Adorei alguns termos que aprendi com você. O verbo arcar tem agora um significado mais forte. E o "se a ver". Um luxo! E a "faltosa"? Aprendi a mostrar minhas faltas e desejos de forma muito mais prazerosa. Acho que você também deve ter aprendido alguns termos comigo. "Songa monga" então é um clássico!
Sem mesmo te conhecer muito (apesar de estarmos semanalmente próximas) percebo que você é uma mulher admirável. Mas como você mesma sempre gostava de finalizar nossos encontros assim (e às vezes dava vontade de gritar: Nãaaaaaaaaao), termino o meu texto com sua famosa frase: "Vamos ficar com isso?"

Juiz de Fora, 14 de março de 2013.
Pauliane Godoy

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mais uma primavera no mês da MULHERES

Fazer aniversário é muito bom! Fazer aniversário no mês da mulheres é melhor ainda! Tenho muito orgulho de fazer parte desse grupo de habitantes que cada vez mais cresce, mas muito além de pertencer ao grupo das mulheres é mais importante fazer parte de um grupo de mulheres fortes, determinadas, que vão atrás dos seus objetivos sem perder o "rebolado" e a feminilidade.Completei 28 anos no dia 04 de março e foi um dos melhores aniversários. Claro que os outros foram muito importantes, mas chegar aos 28 com festa surpresa organizada pelos mega amigos e familiares com direito a decoração de princesa e vestir-me com tal foi SENSACIONAL!Ao abrir aquela porta e me deparar com pessoas tão importantes para mim e aquela mega produção, levou-me a pelo menos uns 30 segundos fora do ar para poder entender onde eu estava. hahaha Foi um misto de susto, surpresa, emoção e muita perplexidade. "Como vocês puderam armar isso tudo pelas minhas costas? Eu estou muito FELIZ!" Devo ter repetido isso várias vezes durante aquele noite de sábado (02 de março) e como foi uma noite loooooooooonga e FODÁSTICA! hahaAchei tudo muito mágico e fiquei pensando porquê o tema das Princesas. E o meu amigo Daniel disse que era para eu olhar o mural. Nesse mural estava escrito: "PRINCESA DOS NOSSOS CORAÇÕES" Que liiiiiiiiiiiiiiiiiindo!!!! A intenção era acabar com a minha maquiagem e me fazer chorar horrores??? hahaEntão eu sou uma PRINCESA???? SIIIIIIIIIIIIIM e em alto e bom som! É isso que eu desperto em vocês? Tanto carinho e sensibilidade? Mas devo confessar; sou uma Princesa Moderna. Uma Princesa que não fica esperando eternamente para que alguém venha resgatá-la. Vou atrás do que quero e desejo com muita fé e força (como está em uma das minhas tatoos - e tem mais essa, sou Princesa com tatuagens e adooooro; talvez um pouco subversiva haha) falo palavrões, não sempre, mas de vez em quando é bom para aliviar; tropeço nas minhas escolhas, levanto e começo tudo de novo. Gosto de beber de vez em quando e não acredito em Príncipe Encantado. Acredito mais no Sapo que um dia pode ser tornar o meu Príncipe Encantado, mas quero um príncipe inteiro e moderno que tenha suas várias qualidades e também seus defeitos, afinal gente perfeita demais é um saco. Eu só posso agradecer a todos que estiveram envolvidos nessa festa e felicitar a todas as MULHERES que com seu poder e sua graça continuam conquistando seus espaço. E além de parabéns, a gente também quer SAPATOS NOVOS. hahaha 







sábado, 16 de fevereiro de 2013

O desabafo

        "Não posso mais." Foi assim que eu me despedi dela. Tinha vontade de gritar e sair correndo daquele lugar que naquele momento me aprisionava. E que sensação estranha era aquela: estar no mesmo lugar que há um tempo era um dos melhores lugares do mundo. Era naquela cama em que o meu corpo se encontrava com o dela de todas as formas. 
         Os meus amigos costumam dizer que quando a gente procura uma mulher nós temos três requisitos a serem preenchidos: a puta, a mãe e a amiga. Não acreditava muito nisso, até perceber que com ela eu poderia atender a todas essas  necessidades. 
      Primeiramente eu a desejei e foi definitivo para que o macho em mim quisesse conquistá-la. À princípio ela exitou, mas achava que era um joguinho de conquista e eu até achava charmoso. Investi, insisti e finalmente depois de algum tempo eu a possuí. Me senti como um animal conquistador que consegue amansar a fêmea. Digo nesses termos porque inicialmente era isso que me levava à ela.
         Foi muito bom estar com ela e depois desse primeiro momento juntos a vontade de repetir só aumentava. Mas eu não podia dar minha cara assim tão à tapa. Era necessário o jogo clássico do "eu procuro quando e se ela procurar". Mas não resisti. E também nem era tão necessário, afinal eu era o homem da situação e nessa sociedade que se diz moderna, nós ainda temos o direito de conquistar e elas esperam pela nossa vontade.
     Pudemos estar cada vez mais próximos e ela foi mostrando as suas outras qualidades e dessa vez devo concordar com meus amigos. Eu queria a mãe. Aquela que podia além de me satisfazer na cama preencher as minhas necessidades de "filho". Era atenciosa, carinhosa, doce e além do mais sempre tentava me surpreender, fosse com uma jantar que não era esperado ou com uma poesia recitada ao pé do meu ouvido. Ah...
         Mas eu não queria me envolver. Desde o início eu só queria alguém para me fazer companhia (de vez em quando) na minha solidão, porque eu sou do mundo e gosto da minha solidão (às vezes).  Mas nem sempre, ou quase nunca as coisas saem do jeito que a gente esperava!
      Continuei com ela, e ela também nem percebia nada porque eu estava em um ótimo momento e talvez inconscientemente eu mostrei o meu melhor. Mostrava que gostava muito de estar com ela e ligar ou comunicar por mensagens já não era o suficiente. Eu queria o cheiro, a pele, o gosto e principalmente Ela.
        Eu contribui e deixei que ela também mostrasse o melhor de si.  Ela  mostrou-se  inteira e deixou os seus sentimentos em minhas mãos. 
     Deparei-me então, com a amiga, aquela que além de me saciar inteiramente também compartilhava gostos similares e um intelecto invejável. Eu nunca havia me deparado com uma mulher tão "completa". Conversava sobre literatura, música, filmes com a mesma tranquilidade que falava sobre línguas, curiosidades, psicologia, filosofia., e além de tudo não era chata! De um senso de humor invejável.
   Apesar de estar tudo tão bom aquela "completude" começou a me angustiar. Irônico, não? E você pode me perguntar o porquê. E eu também não conseguiria explicar. Talvez tomar consciência que as coisas estavam evoluindo e estranhamente sem pressas, me assustava. E era esse o lugar que eu gostaria de estar? De certa forma, sim. Mas talvez não. Será que eu conseguiria me a ver com essa mulher? Talvez no momento que eu me encontrava eu só queria a puta e nada mais.
        A minha solidão me pertence e eu ando só. Mas eu queria ter a capacidade de estar com ela, de verdade. Ela é muita demanda para o meu caminhão. Se fosse mais chata ou pegasse no pé seria mais fácil me "livrar" dela.
      Eu não queria conversar... homem odeia conversar sobre relação. Comecei a mudar, de propósito para que ela pudesse perceber e desistir de mim. Mas além de tudo, ela não era de desistir das pessoas.
         Joguei a toalha e naquele mesmo lugar que eu tinha vivido tão boas experiências eu disse que não podia mais. Ainda me pergunto se fiz a coisa certa porque eu sinto a falta dela e isso tem aumentado a cada dia.

16 de fevereiro de 2013

Pauliane Godoy*


*texto escrito com o eu-lírico masculino.